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AUSTRÁLIA – Exemplo para o Brasil

O nome do país vem da denominação dada na época da descoberta, em latim ” terra australis” ou terra do sul, simplificado para Austrália.

Tem em comum com o Brasil, a mesma latitude, mesmo clima, o mesmo tamanho, as duas maiores costas marítimas navegáveis do mundo e a maior cerca com 5.500 km de extensão e 20 m de altura. Os mesmos cultivos – cana-de-açúcar, abacaxi e banana – mesmos criatórios, e as estrelas do Cruzeiro do Sul na bandeira.

Entre os contrastes: Dois terços do território daquela nação são desérticos e apenas 20 milhões de habitantes. A população de cangurus é o dobro da humana…

A Austrália foi colonizada com a pior gente da metrópole, pois era o presídio do governo imperial. Um navio sucata ficava ancorado no porto de Tâmisa e servia de prisão temporária. A policia prendia assassinos, ladrões, pederastas, prostitutas e toda sorte de malandros e quando o navio estava lotado, despachava toda aquela escumalha das ruas de Londres com destino a colônia. Lá eram empurrados para a costa, onde poucos sobreviviam às intempéries, aos ataques dos aborígenes, de crocodilos, de cobras marinhas venenosas e de toda sorte de privações. Assim foi colonizada a Austrália.

E o que resultou daquilo: O Índice de Desenvolvimento Humano de 2004, elaborado pelas Nações Unidos, classifica a Austrália em terceiro lugar entre 177 países, logo abaixo da Noruega e Suécia. O Índice de Crescimento Competitivo do mesmo ano, está em 14º lugar entre 104 países estudados. Detêm o primeiro lugar no mundo em assistência à população rural, por isso não há afavelamento. Tem força de trabalho altamente qualificada, instituições democráticas, harmonia social e padrão de vida invejável. Salário mínimo se situa entre os 10 maiores do mundo. Ali não há esmoleres, nem se pede gorjetas…

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"A infância nos engenhos do pai e dos avós, em Macaparana, e a convivência com a gente simples do lugar, marcada pela solidariedade, ajudaram Narcides Andrade de Araújo a crescer com os olhos no futuro e o coração no social. É do tipo que acha que se a vida é um presente de Deus, sempre haverá o que fazer pelo próximo. Sempre em dia com a leitura, seu Narcides descobriu cedo o valor da educação. Mas o centro dele é a família. Aos três filhos, deu o mesmo valioso presente que recebeu do pai - educação - e acertou em cheio. Nunca criaram problema, pelo contrário: responderam com seguidas recompensas. Portanto, o tranqüilo Narcides acha que não tem do que reclamar e segue buscando viver mais e melhor com uma receita que considera infalível: ocupando a cabeça com projetos, muitos projetos." Parte de texto publicado no jornal Diário de Pernambuco, em 12 de Março de 2006.